A vida é feita de escolhas. Assim dizem os sábios, e digo eu também. Aprendi isso à custa de alguns copos a mais, cigarros a mais, demasiadas noites mal dormidas, um coração demasiado palpitante. E há demasiado tempo.
Aprendi também que cada escolha significa a perda de alguma coisa. Ou de muitas coisas. Todas elas, geralmente, demasiado importantes. Por exemplo, eu escolhi saber mais e mais, tudo o que pudesse. Sobre tudo. E sobre mim. E perdi o juízo. Ganhei alguma noção sobre quem sou, e sobre o que me rodeia, mas perdi o delicioso conforto de nada saber, e nada questionar. Escolhi achar que tudo acontece por um motivo. E perdi a calma. Quando vivemos a pensar assim tudo é demasiado importante, nada pode ficar para depois. Tudo tem de ser feito e dito. Agora. Por isso eu sou péssima a escolher…tenho sempre medo de deixar algo importantíssimo para trás. Algo demasiado importante, como uma pessoa. Ou várias.
Se a vida é feita de escolhas, então a vida é uma perda constante. E isso mata-me.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
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