quarta-feira, 8 de outubro de 2008

chuva de mudança

O cheiro da terra molhada é a primeira coisa que sinto quando abro a porta. É também uma das coisas mais deliciosas para o meu nariz sensível. Traz uma sensação de esperança, quase que se ouve a vida a pulsar no ventre da terra. A mudança. A chuva escorre como sangue, enchendo todos os espaços vazios, suprimindo o vácuo,  criando vida e caos e ordem. Tudo ao mesmo tempo. A natureza a desbravar caminho por entre os cogumelos da civilização. As sementes de promessas de futuro a esperar pacientemente pelo Sol, para despontarem e virarem o mundo de pernas para o ar. Daqui a uns meses a terra cobre-se de flores e bichos, e a vida segue o seu curso. Como tem de ser. Está tudo destinado.

Entre a morte e a vida, o caos e a ordem, ying e yang, homem e mulher, o mundo gira sem que demos por isso. A dualidade rege o universo. E eu sinto tudo isso, de olhos fechados, entre a multidão.

1 comentário:

Anónimo disse...

esse é o sentimento do sozinho mas não na solidão. sentes tudo à tua volta, todas as coisas boas e más, vês tudo o que está ao alcance de todos ver mas que, por pressa, nunca vêm. =) só sim, mas nunca sozinha! =)

bjs ******