Vejo-te no negro do tecto. Seduzes-me, tua silhueta dançante nas sombras que nascem no chão. És tudo aquilo que não quero, a minha pele arrepia-se de asco pela tua deliciosa tentação. Sinto o teu hálito, quente, na curva do pescoço. Sei que falta já muito pouco. A tortura vai durar apenas a eternidade de um beijo, e depois, apenas escuridão.
Abro os braços para o negro do tecto, esperando que me tomes como tua, arranques minha alma desta carne morta. Injecta vida no meu moribundo coração, transforma-o num tambor ensurdecedor, vigoroso, para logo a seguir parar.
Sou uma traça atraida pelo teu brilho. E sou repelida pela tua escuridão, pela podridão que mora no teu coração.
Chega de jogos, aqui estou eu, indefesa e frágil. Dá-me a calma e húmida misericórdia.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
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1 comentário:
tao cuty cuty cuty... :)
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